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Como tirar seu negócio do papel?

In Gestão Estratégica by Renan Sevillano0 Comments

Ao pensar em empreender, muitas pessoas cometem o erro de não ter um plano para a execução de sua ideia. A vontade de começar o negócio logo e ver os resultados que tanto sonham muitas vezes acabam cegando novos empreendedores para o fato de que a pressa é inimiga da perfeição.

É fundamental que haja um planejamento prévio do negócio, não só por organização, mas também para conhecer todos os viés do empreendimento, como entender o mercado, definir público alvo, validar as ideias e objetivos e antecipar possíveis riscos que possam ser encontrados no caminho. 

O que é um Plano de Negócios?
Antes de passarmos para o ponto de “colocar a mão na massa” e executar o planejamento, temos que entender o que de fato é um plano de negócios, afinal, sem esse conhecimento, o planejamento será falho e de nada terá servido.
A explicação mais simples para isso é que um plano de negócios nada mais é do que a materialização da ideia do empreendimento, em que são descritos quais os objetivos do negócio e quais passos devem ser dados para a execução dos mesmos, com a finalidade de diminuir riscos e conseguir evitar infelicidades que possam ocorrer por falta de planejamento.

Validando a ideia
Como todo projeto, um plano de negócios tem começo, meio e fim. É de extrema importância que a preguiça e pressa sejam deixados de lado durante todo o processo, afinal, como em um processo de gestação, uma pequena má formação em alguma parte do processo pode ocasionar em defeitos futuramente, o que trazendo para a realidade de uma empresa, pode significar seu fim antes mesmo do nascimento. Então concentração e mãos a obra!

O primeiro passo é bastante simples. Como nosso foco é em criação de uma startup, é necessário a criação de um MVP (Minimum Viable Product ou Protótipo de produto ou serviço). A partir da criação deste protótipo, o intuito é conseguir testar se o mercado está pronto para o novo produto ou serviço a ser oferecido, e como ele pode ser melhorado. Nessa etapa, o empreendedor deve descrever sua ideia de negócio, apontando qual seu principal objetivo. Um exemplo é o aplicativo Uber: seu principal objetivo é agir como plataforma de união entre pessoas que precisam de um meio de transporte rápido e seguro, e motoristas dispostos a levá-las ao seu local de destino.

A partir disso, devem ser feitas perguntas preliminares sobre o negócio (nunca perguntas fechadas). Por exemplo:

  • Como conseguir primeiros clientes?
  • Como manter proposta de valor atrativa?
  • Quais as características do negócio? 

Nesse ponto, não existem perguntas certas e nem erradas. É um momento para se pensar quais podem ser os fatores críticos para o empreendimento, mas atenção: realize sempre perguntas coerentes com o projeto!

Definição do público-alvo
O próximo passo é a definição do público-alvo. Como o MVP é a fase protótipo, o público a ser usado para pesquisa deve ser bastante enxuto. Por isso, por mais que sua ideia tenha capacidade para atingir um grande leque da população, é importante focar em uma parcela bastante reduzida. Uma amostra enxuta da população facilita a aplicação de testes, possibilitando uma melhor validação da ideia. Mas não se preocupe, isso não significa que o produto não irá atingir os públicos que deseja! Para definir seu público-alvo da maneira correta, leia este post.

A próxima etapa se baseia em definir quais são os resultados esperados com essa pesquisa, bem como quais os indicadores de sucesso para a mesma.

Vamos a campo!
Agora que temos o público-alvo definido, é preciso saber quais os objetivos do negócio, quais as dúvidas que queremos sanar, os resultados que são esperados e quais os indicadores de sucesso através de uma pesquisa de campo.

Baseie sua pesquisa no público-alvo definido. Recomenda-se que a escolha seja feita levando em consideração qual tem maior relação com a ideia e também qual o público mais fácil de se entrar em contato. A partir disso, elabore um questionário (não insira a ideia do negócio nas perguntas, mas elabore-as de maneira que indiretamente se relacione a ela) e vá a campo.

O objetivo do questionário é colher informações a respeito da jornada diária das pessoas de determinado público, para entender quais as dores que enfrentam diariamente. Com os insumos colhidos nas pesquisas de campo você deve elaborar sua rota diária: o que ele faz desde que acorda até quando vai dormir, a sensação que determinado momento proporciona e sua reação (feedback), colhida no questionário.

Partindo desse ponto, todos os feedbacks da rota diária devem ser organizados em forma de um mapa mental (uma recomendação é o programa FreeMind), feito em torno das sensações que o serviço ou produto em desenvolvimento deseja provocar no seu usuário.

Brainstorming
No ponto atual, já sabemos então qual sensações o serviço ou produto pretende causar no usuário alvo. A próxima etapa a ser realizada é um brainstorming relacionado a criação de ideias para o desenvolvimento do negócio, para que com isso o conceito do serviço, produto ou aplicativo possa ser desenvolvido.

Avaliando riscos
Por fim, o empreendedor deve elencar quais os 5 maiores riscos do seu negócio. Depois, deve selecionar o maior deles e então realizar um último experimento, verificando se, com base nesse risco, as pessoas utilizariam o que ele propõe. Assim, se o maior risco for “pessoas não se sentirem seguras usando o serviço que proponho”, então o empreendedor deve realizar um teste colocando isso a prova. 

É importante que esse último experimento tenha data de validade, e que a mesma não seja estendida caso ele não de certo. Se essa última fase não foi positiva, não é um sinal de que a ideia deve ser abandonada, mas sim que é necessário voltar a alguns passos anteriores e reestrutura-los de outra maneira, ou então realizar um experimento com dinâmicas diferentes do último. Se o resultado do experimento por positivo, parabéns! Você terá conseguido seus primeiros early adopters, o maior tesouro do empreendedor: seus primeiros usuários ou clientes, aqueles que acreditam na sua ideia e no que ela pode se tornar.

Acha que tem uma grande ideia e se identificou com o conteúdo? Marque uma reunião com a Ação Júnior e vamos tirar sua ideia do papel!

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Renan Sevillano
Diretor de Projetos na Ação Júnior e estudante de Administração na Universidade Federal de Santa Catarina.

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