dre-uma-ferramenta-chave-para-uma-boa-gestao-financeira

DRE: uma ferramenta chave para uma boa gestão financeira

In Gestão Financeira by Ariadne Lima0 Comments

Todos sabemos que uma boa gestão financeira é essencial para o funcionamento de uma empresa e sua sustentabilidade no mercado. Apesar disso, é muito comum que gestores enfrentem problemas nessa área. Por isso, elencamos aqui algumas informações importantes sobre o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE), ferramenta chave para um boa gestão das finanças de um negócio.

O que é DRE?
O Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) e o Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) são dois dos mais importantes relatórios para gestão de uma empresa, pois permitem a análise da saúde econômico-financeira da companhia, também, pelas duas perspectivas diferentes e complementares: o regime de caixa e o regime de competência.

Qual a sua importância?
O DRE nada mais é do que uma representação estática da sua empresa em determinado momento. Sua análise é imprescindível para tomada de decisões e controle de estratégias financeiras,  como a tão desejada redução de custos.

Vamos a um exemplo:

Essas são classificações gerais que um Demonstrativo de Resultado deve conter. No entanto, para preenchê-lo é importante que inicialmente o gestor crie o plano de contas da empresa.

O Plano de Contas é um agrupamento, previamente estabelecido, que norteia os trabalho e registros dos fatos contábeis das empresas, além de servir de base para as demonstrações contábeis, com o objetivo de estabelecer normas de condutas, por meio da padronização para o registro das operações. Ele deve ser personalizado de acordo com cada empresa, visto que o mesmo pode exigir algumas especificações que um plano de contas geral não contém.

Para exemplificar, abaixo temos um plano de contas de um restaurante:

Reiterando que um plano de contas pode ser totalmente personalizado e que o exemplo acima não consta todas as contas ou classificações possíveis dentro deste setor.

Erros comuns
1- Classificação “Outros”
Um dos erros mais comuns dentro do DRE é a palavra “outros”. Ao final do exercício, quando o gestor necessitar de uma análise e se deparar com uma classificação “Outros” acima de R$30.000,00 é muito provável que ele terá grandes problemas em especificar essa análise, além de desvendar quais contas estão por trás dessa nomenclatura.

Por isso, um Plano de Contas bem detalhado e que contemple todas as necessidades da empresa é tão importante para realizar futuras análises estratégias.

2- Confundir nomenclaturas
Outro erro que pode ocorrer e invalidar qualquer análise dentro da DRE são os erros de nomenclatura e classificação, principalmente quando se trata da separação de custos e despesas.

Como tal classificação varia muito de acordo com cada modelo de negócio e segmento, ela proporciona muitas dúvidas aos gestores, estes que, por falta de conhecimento ou interpretação errada, acabam por classificar suas contas de forma errônea.

Alinhado a isso, uma separação importante para o gerenciamento, mas que não influencia diretamente no resultado da DRE são os gastos fixos dos variáveis.

Custo é todo o gasto incorrido que possui uma ligação direta com o serviço prestado ou produto vendido pela sua empresa.

  • Fixos: São aqueles que não mudam conforme você presta mais serviços​; eles podem sofrer uma pequena oscilação mês a mês, mas não deixará de ser fixo.
  • Variáveis: São aqueles gastos ligados a sua atividade principal​, mas que irão ser proporcionais a quantidade de serviços que você presta ou produtos que você vende​

As Despesas correspondem aos gastos que não estão diretamente ligados a atividade fim da empresa​, mas que também fazem de algum modo parte da mesma.

  • Fixas: São aquelas que, independente de você estar exercendo qualquer atividade ou não, todo mês você terá aquele mesmo gasto​.
  • Variáveis​:  São aquelas​ ​despesas que​ irão variar ​mês​ ​a​ ​mês, pois são relativas ao quanto você vende ou produz. Mas lembre-se, elas não possuem relação direta com a atividade fim, apenas auxiliam para que a mesma exista.

Exemplo de Produto: A Lanches Júnior Ltda é uma lanchonete e bar localizada aos arredores da UFSC. Ela possui uma boa estrutura, comportando, em média, 50 pessoas sentadas e uma cozinha bem equipada. Atualmente conta com 7 funcionários e seu fluxo é relativamente alto na semana, se comparado com as demais lanchonetes ao redor da ilha.


Exemplo de Serviço:
A MKT Jr. é uma empresa de marketing digital, tendo seu modelo de negócios definido pela relação B2B (Business to Business), ou seja, relações comerciais entre empresas. Seu principal foco é a gestão de mídias, incluindo criação de conteúdos, criação de artes, monitoramento das redes sociais e impulsionamento para as mesmas.  


3- Misturar coisas pessoais com profissionais

Quem nunca ouviu esse conselho? Mesmo assim, essa não é uma tarefa fácil e muitos empreendedores e gestores enfrentam-na no mercado de trabalho. Por isso, resolvemos elencar 3 dicas para que você consiga otimizar sua gestão financeira.

Dicas:
Separe suas contas bancárias
O primeiro desafio e passo crucial para as próximas dicas. Utilize uma conta bancária empresarial e use-a apenas para transações comerciais ou que se remetem a sua empresa. Nunca misture o seu dinheiro pessoal, com o capital da sua empresa. Se for necessário algum investimento em capital, registre isso em seus lançamentos contábeis e gerenciais, mas não deixe como algo informal.

Alinhado a isso, não utilize o dinheiro em caixa da sua empresa para pagamento de qualquer conta que não tenha relação com a mesma. Essa atitude prejudica tanto o controle gerencial quanto o fechamento do caixa ao final do dia que, na maioria das vezes, é feito por outra pessoa e que não possui total conhecimento dessas retiradas esporádicas.

Defina um pró-labore
Outro erro muito comum dos empresários é não ter um pró-labore definido e retirar todo o lucro da empresa para si. Isso pode afetar não somente a confusão entre o pessoal e profissional, como também colocar em risco a sua saúde econômico-financeira da sua empresa.

Tal ação requer planejamento e controle. É necessário estipular, ao menos, uma “faixa” de valor a ser destinado ao pró-labore, como por exemplo: Pró-Labore será de R$5.000,00 à R$7.000,00, dependendo do resultado obtido naquele mês. Além do mais, é importante definir a data de retirada do pró-labore para que ele não prejudique o capital de giro. Vale-se ressaltar ainda que a definição do pró-labore deve ser justa, de acordo com o mercado em que você está inserido e com o tamanho da sua empresa.

Estabeleça reservas mensais
A reserva mensal nada mais é do que um ativo, seja ele um bem ou dinheiro, desde que possua uma disponibilidade monetária imediata para uso, podendo ser para fins internos da empresa, como o aumento de capital de giro ou pagamento de dívidas. Como também para fins externos, como o investimento em um novo negócio ou novo nicho de mercado.

Ela deve ser prevista e definida dentro de seu planejamento estratégico, podendo ser por meio de um percentual, ou um valor fixo mensal.

A Ação Júnior possui uma vasta experiência com gestão financeira de micro e pequenas empresas através de nossos projetos de Consultoria. Marque um diagnóstico e veja como podemos contribuir para seu negócio!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Ariadne Lima
Assessora de Recursos Humanos e ConsultoraEstudante de Administração na Universidade Federal de Santa Catarina
Ariadne Lima

Ariadne Lima

Assessora de Recursos Humanos e Consultora em Ação Júnior
Assessora de Recursos Humanos e Consultora

Estudante de Administração na Universidade Federal de Santa Catarina
Ariadne Lima

Leave a Comment