Importar ou exportar? Qual a melhor saída para o empreendedor brasileiro?

In Comércio Exterior by Carolina Ristow0 Comments

Muitos empreendedores, na busca por novos mercados no exterior, deparam-se com o seguinte dilema: importar ou exportar, qual é a melhor saída? Várias dúvidas surgem pela falta de conhecimento sobre o assunto ou até pelas incertezas geradas pela atual situação da economia. Mas não desanime: o mercado externo reserva muitos benefícios para quem tem a coragem de desbravá-lo!

Quer descobrir qual o melhor caminho para seu negócio? Confira a seguir as vantagens e desvantagens do comércio exterior para os empreendedores brasileiros.

Importação
Importar significa comprar produtos estrangeiros e trazê-los para o seu país. Embora a importação seja menos incentivada que a exportação, ela pode trazer benefícios que não são encontrados no mercado nacional. Suas vantagens são:

  • Maior economia: estima-se que a importação pode resultar numa economia de 70% ao importador, pois o Custo Brasil, às vezes, traz prejuízos e desvantagens às empresas brasileiras. Os principais mercados que oferecem baixos preços de manufaturados são China, Vietnã e Estados Unidos.
  • Dinamicidade do mercado externo: em certos casos, importar o produto é mais rápido e prático do que produzi-lo nacionalmente. Além disso, os fornecedores internacionais possuem alta capacidade produtiva e tecnológica, trazendo produtos mais variados e disponíveis em menos tempo.
  • Tecnologia de ponta: o Brasil ainda possui uma grande dependência tecnológica dos países desenvolvidos. Assim, importar é a solução para quem trabalha com serviços ou produtos que demandem mais tecnologia na sua produção.
  • Exclusividade de produtos: a compra de produtos estrangeiros não existentes no Brasil confere vantagens competitivas e diferenciação para o seu empreendimento, que pode, assim, superar a concorrência interna.

Já suas desvantagens são:

  • Tempo de transporte: a demora e atrasos na chegada das mercadorias são possíveis problemas para o importador. O transporte marítimo de países como China e Índia até o Brasil dura cerca de 60 dias. Para gerenciar os pedidos de compra e a chegada dos produtos, recomenda-se um bom planejamento logístico.
  • Alta carga tributária: sobre produtos importados são taxados impostos como IPI, ICMS, PIS, COFINS, ISS, IOF, AFRMM, além dos gastos com tarifas aduaneiras, frete, armazenagem etc.
  • Variações do câmbio internacional: altas do dólar e do euro, por exemplo, podem inviabilizar as importações por causa do aumento do valor dos produtos.

Exportação
Exportar é enviar os produtos nacionais para outros países. A exportação é incentivada pelo governo brasileiro pois desenvolve a indústria do país e contribui para uma balança comercial favorável, mas nem sempre é o caminho mais adequado. Suas vantagens são:

  • Benefícios fiscais: os produtos destinados à exportação são isentos de impostos como IPI, ICMS, PIS/COFINS, diminuindo seus custos e ganhando maior competitividade no mercado externo. Em geral, o único imposto cobrado é o IE (Imposto sobre a Exportação).
  • Apoio governamental: O empreendedor interessado no comércio exterior conta com o auxílio da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que oferece programas acessíveis como PEIEX (Programa de Qualificação para Exportação) e Design Export (Consultoria em Gestão do Design). É importante ressaltar que a APEX-Brasil trabalha com projetos sustentáveis, característica que garante benefícios ao planeta e maior credibilidade do empreendimento no meio internacional.
  • Menor influência da sazonalidade: exportar é a solução para produtos de uso sazonal, como biquínis, sorvetes e roupas, pois a diminuição da demanda no mercado interno causada pela mudança de estação será compensada pela demanda externa e vice-versa.
  • Desenvolvimento e inovação: o contato com o mercado externo permite um crescimento profissional da empresa, além de ampliar seu networking (rede de contato com demais empresas) e garantir o acesso às novidades e estratégias da concorrência internacional.
  • Maior competitividade no mercado interno: experiências no comércio internacional implicam num aprimoramento dos setores de produção e do produto final, o que pode trazer um destaque maior à sua empresa em relação aos concorrentes nacionais.

Por outro lado, ela tem desvantagens como:

  • Competitividade do mercado externo: o mercado externo é competitivo e se modifica diariamente a partir de novos produtos e serviços. Para se manter nesse meio, o empreendedor deve adaptar sua mercadoria para acompanhar essas inovações e estar preparado para encarar desafios.
  • Alta produtividade: as empresas exportadoras são atrativas às companhias estrangeiras quando produzem em grande escala, pois assim seus produtos terão menor preço unitário. Por isso, investir numa estrutura que garante alta produtividade é fundamental para se destacar no meio internacional, o que pode custar caro.
  • Exigências do mercado externo: os itens exportados devem estar adaptados às particularidades do país receptor, como sua cultura, língua, costumes, políticas aduaneiras etc. Logo, essa atividade requer mais cuidados e planejamento.
  • Retorno financeiro pode demorar: isso acontece porque uma exportação com qualidade exige bons investimentos na estrutura de processos da empresa, em mão de obra especializada, tecnologia e pesquisa.

Independentemente da escolha, o empreendedor deve atentar-se aos INCOTERMS (traduzidos como Termos Comerciais Internacionais), referentes às responsabilidades entre exportadores e importadores. Também deve ter consciência dos procedimentos de cobrança e pagamento dos impostos, além de um plano de logística eficiente.

Conclusão
Percebe-se que as duas opções podem ser interessantes ao empreendedor brasileiro, tudo depende da sua capacidade de investimento e dos objetivos buscados com a atuação no mercado internacional. Diante desse dilema, apenas uma análise detalhada do seu modelo de negócio dirá qual o melhor caminho que você deve tomar: exportação ou importação. Para isso, conte com a consultoria da Ação Júnior para identificar os desafios e traçar estratégias que certamente trarão lucros, competitividade e destaque para seu empreendimento na corrida do sucesso.

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Trainee na Ação Júnior e estudante de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina.

Carolina Ristow

Trainee na Ação Júnior e estudante de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina.

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