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Internacionalização: descubra outras estratégias além de exportar

In Comércio Exterior by Julia Gazzinelli0 Comments

Como podemos ver neste conteúdo, a internacionalização compreende a “expansão de uma empresa nacional através do seu contato com o exterior”, apresentando vantagens e desvantagens.

Nesse sentido, não é uma decisão fácil ou óbvia ao empreendedor. Porém, se for feita tomando os devidos cuidados e com o planejamento correto, existem grandes chances dela se tornar uma importante vantagem competitiva diante do mercado mundial.

Com isso em mente, comece com uma análise da sua empresa: conheça a fundo suas capacidades e seus entraves.

Definição de uma estratégia internacional
Feito isso, é hora de entender qual estratégia internacional você pode utilizar. A estratégia se divide em nível corporativo e nível de negócio, que, essencialmente, devem ser utilizadas em conjunto.

Na estratégia em nível corporativo, existem três abordagens: multidoméstica, global e transnacional.

Multidoméstica
A estratégia multidoméstica é definida por uma grande agilidade na resposta das necessidades do cliente local e alguma diferenciação. Em outras palavras, é quando a empresa oferece um produto adaptado de acordo com cada localidade e mercado. Utiliza-se, então, o modelo que fez sucesso localmente, através de franquias, subsidiárias ou joint ventures, que é a associação de empresas para explorar um determinado negócio, sem que nenhuma das duas empresas se descaracterize.

Exemplos de empresas que utilizam: Heinz, McDonald’s, The Body Shop e Hard Rock Cafe.

Estratégia Global
A global, por sua vez, é um pouco mais arriscada. Ela consiste na padronização dos produtos pela empresa para todo o mundo, sem levar em consideração fatores locais, e na exploração de economias de escala.

Um dos maiores desafios das empresas que optam por uma estratégia global é uniformizar a linguagem, a fim de obter sucesso na transmissão de sua mensagem para diferentes países.

Exemplos de empresa que utilizam: Texas Instruments e Otis Elevator.

Estratégia Transnacional
Por último, temos a transnacional, que é uma mistura das duas estratégias anteriores. Por ser mais difícil de ser desenvolvida, é a menos indicada para pequenos negócios.

Assim, uma boa saída para implantar essa estratégia é fazer o que a maioria das multinacionais fazem: adotar uma estratégia multidoméstica para algumas linhas de produto e uma estratégia global para outras, tornando  as chances de ter resultado melhor bem maiores do que tentar conciliar as duas estratégias em um mesmo produto.

Exemplos de empresas que utilizam: Coca-Cola e Nestlé.
Abaixo temos uma representação mais visual das estratégias que acabamos de mencionar:

Modo de entrada no mercado internacional
Escolhida a estratégia, o próximo passo é determinar qual o modo de entrada que se encaixa melhor à realidade do seu negócio.

Para muitos empresários, isso significa, necessariamente, tornar-se um exportador. No entanto, este é apenas um dos modos de entrada no mercado internacional. Para definir qual a melhor modalidade, é preciso conhecer as possibilidades além da exportação. O licenciamento de produtos ou serviços, a formação de alianças, a aquisição de empresas e a criação de unidades subsidiárias são opções bastante utilizadas.

Entenda melhor o processo de exportação, suas vantagens e desvantagens aqui. Para saber mais dicas sobre exportar, confira também este conteúdo.

Licenciamento
Por meio do licenciamento, a empresa permite que empresas estrangeiras adquiram o direito de fabricar e vender seus produtos, o que pode ser uma boa opção para as empresas de menor porte que possuam poucos recursos. Ele permite uma maior autonomia ao licenciado nas áreas de gestão e marketing, além de ser mais flexível que uma franquia em relação à quais produtos e serviços ele vai vender. Contudo, esta forma de entrada pode oferecer mais riscos ao licenciado devido ao maior grau de autonomia concedido.   

Formação de alianças
Por meio da aliança as empresas têm os custos, recursos e riscos compartilhados entre elas, porém deve-se observar que para o sucesso dessa estratégia os parceiros devem manter uma sinergia perfeita entre as organizações, evitando o conflito.

Aquisição e criação de unidades subsidiárias
Por meio da aquisição, a empresa tem um acesso mais rápido ao novo mercado. No entanto, esse acesso pode ser considerado perigoso e arriscado. A criação de subsidiárias segue essa mesma linha. O empreendedor deve ter em mente que deverá adquirir a especialização necessária e o conhecimento devido do novo mercado, evitando grandes prejuízos ao negócio.

“Os resultados são obtidos através da exploração de oportunidades, não pela solução de problemas”.
Peter Drucker

Independentemente da estratégia, é necessário muito estudo e planejamento para concretizá-la, analisando bem qual a melhor forma de conquistar o mercado externo. Deseja saber mais sobre como esse conteúdo pode se aplicar à realidade da sua empresa? Entre em contato com a Ação Júnior e veja como podemos ajudá-lo! 

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Julia Gazzinelli
Consultora na Ação Júnior e estudante de Relações Internacionais na Universidade Federal de Santa Catarina

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